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Igreja de Nossa Senhora dos Mártires

Nossa Senhora dos Mártires é das poucas ermidas do Concelho de Estremoz com características medievais. Foi mandada construir por D. Nuno Álvares Pereira, segundo refere Fernão Lopes, sendo que a primeira referência à sua existência é de 1493. No entanto, em 1379, já surge na documentação a Confraria de N.ª Sr.ª dos Mártires, não significando, forçosamente, que aquele templo já existisse. De qualquer forma, as suas características arquitectónicas remetem-nos, com bastante probabilidade, para o século XIV.

Artisticamente, há vários elementos a assinalar, sendo a sua cabeceira tipicamente gótica a mais reconhecida. No entanto, no seu interior, há dois momentos arquitectónicos importantes: o Manuelino (patente no arco abatido que suporta o coro, com decoração de pingentes e meias bolas, com colunas entrançadas, tudo em mármore) e o Rococó Inicial (painéis de azulejo azuis em fundo branco com episódios da Vida da Virgem e de Cristo).

A cerca de 500 metros a nordeste existe um antigo reservatório de água romano, denominado “Tanque dos Mouros”, do qual provém um canal subterrâneo que passa junto da zona dos Mártires, a sul. Há igualmente vários vestígios romanos na área, especialmente material de construção e algumas sepulturas descobertas há alguns anos nas moradias junto ao templo medieval. Aliás, vários investigadores são da opinião que há uma forte probabilidade desta ermida ter sido originalmente uma basílica cristã de época tardo-romana.