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Coreto Municipal

Na segunda metade do século XIX, à imagem do que existia noutras vilas e cidades portuguesas, tomou forma a ideia de se fazer um passeio público, que em Estremoz se materializou na construção da Avenida do Rossio, artéria onde (principalmente) a elite local ostentava a sua presença e indumentária adequada à sua posição social. Com relativa frequência, as filarmónicas da cidade ali atuavam, normalmente nos fins de tarde, para “emoldurar musicalmente” o quadro humano atrás referido. É neste contexto que surge a necessidade de construção de um coreto, também imitando o que já acontecia noutras localidades próximas e, obviamente, na capital.
A sua construção foi alvo de várias críticas logo no início, por discordância, aparentemente e a julgar pelos vários artigos escritos na imprensa local da época, da estética escolhida e do custo envolvido na obra. Porém, era óbvia a interferência mental político-partidária na dureza utilizada nos escritos coevos, sendo o maior crítico o jornal “O Estremocense”, especialmente na figura do seu diretor João Rodam Tavares.
Apesar disso, o coreto de Estremoz foi inaugurado no dia 13 de setembro de 1888 com a atuação das filarmónicas União Estremocense, Luzitana e Charanga da Cavalaria 3.
Em 2012, o Município de Estremoz, apercebendo-se do estado de degradação e inadequação do equipamento às necessidades dos seus naturais usufrutuários (as filarmónicas), resolveu ampliá-lo, a partir da base, mantendo, sempre que possível, os materiais originais, especialmente as fabricadas em ferro.