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Anta de Entre Águas

Do grego Mega (Grande) e Lithos (Pedra), o Megalitismo é a primeira grande manifestação de um espaço funerário demarcado. Um fenómeno que abrange várias tipologias (antas, cistas, tholoi de alvenaria, aproveitamento de grutas naturais), surge no contexto da transição do Neolítico Antigo para o Neolítico Médio (meados do 5º milénio a. C.) na Europa.

Só inserido no denominado processo de Neolitização é que o Megalitismo ganha sentido, na passagem das sociedades de economia recolectora e nómada para uma economia produtora e sedentária.

Na Península Ibérica, a cultura megalítica afirmou-se de forma clara e efectiva, a julgar pela quantidade e qualidade de monumentos, sendo o Norte e o Centro Alentejano a zona de maior concentração.

É o monumento em melhor estado de conservação deste núcleo da Serra d'Ossa. A sua altura primitiva seria de 2,5 m. A sua câmara encontra-se ainda delimitada por 7 esteios in situ, com a particularidade de estarem cuidadosamente alinhados, sem se quer haver sobreposição nos cantos. À entrada da câmara permanece a laje que estava sobranceira à porta. O corredor possui de comprimento 4,40 m e de largura 1m; conserva ainda 4 esteios de cada um dos lados, e mais um na entrada. Verifica-se um desnível entre a câmara e o corredor. Do lado exterior do corredor está caído uma laje com covinhas na superfície. Conservam-se ainda restos da mamoa.

Localização: Freguesia da Glória

Coordenadas GPS : N 38º 47. 118' W 7º 37. 871'

Como chegar: Este monumento situa-se junto à Estrada Nacional n.º 381, do lado direito, pela estrada de terra batida em direção ao Monte de Entre Águas. Perto de uma zona onde confluem a Ribeira do Canal e a Ribeira da Água Santa.

Data da Escavação:  1 de Outubro de 1952 

Arqueólogo Responsável: Georg Leisner e Vera Leisner

Tipo de monumento: Anta de corredor longo

Descrição:  É o monumento em melhor estado de conservação deste núcleo da Serra d'Ossa.  A sua altura primitiva seria de 2,5 m. A sua câmara encontra-se ainda delimitada por 7 esteios in situ, com a particularidade de estarem cuidadosamente alinhados, sem se quer haver sobreposição nos cantos. À entrada da câmara permanece a laje que estava sobranceira à porta. O corredor possui de comprimento 4,40 m e de largura 1m; conserva ainda 4 esteios de cada um dos lados, e mais um na entrada. Verifica-se um desnível entre a câmara e o corredor. Do lado exterior do corredor está caído uma laje com covinhas na superfície. Conservam-se ainda restos da mamoa.  

Espólio: Foram recolhidos apenas alguns fragmentos cerâmicos, na maioria de grandes vasos. Depositários: Museu Nacional de Arqueologia e Museu do Palácio Ducal de Vila Viçosa.


Acesso: Fácil acesso. Encontra-se limpa.