Anta de Entre Águas

Do grego Mega (Grande) e Lithos (Pedra), o Megalitismo é a primeira grande manifestação de um espaço funerário demarcado. Um fenómeno que abrange várias tipologias (antas, cistas, tholoi de alvenaria, aproveitamento de grutas naturais), surge no contexto da transição do Neolítico Antigo para o Neolítico Médio (meados do 5º milénio a. C.) na Europa.

Só inserido no denominado processo de Neolitização é que o Megalitismo ganha sentido, na passagem das sociedades de economia recolectora e nómada para uma economia produtora e sedentária.

Na Península Ibérica, a cultura megalítica afirmou-se de forma clara e efectiva, a julgar pela quantidade e qualidade de monumentos, sendo o Norte e o Centro Alentejano a zona de maior concentração.

Em Estremoz as antas mais antigas pertencem ao período do Neolítico Médio/Final, com sepulcros já com corredor e de monumentalidade acentuada. Os maiores núcleos são a zona norte da Serra d'Ossa e a freguesia de São Bento do Cortiço.

Esta nata está situada junto do Monte das Entre Águas, perto da zona onde confluem a Ribeira do Canal e a Ribeira da Água Santa, é a maior e mais bem conservada deste núcleo da Serra d'Ossa.

Tem de comprimento cerca de 7 m e conserva ainda 14 esteios in situ, bem como alguns restos da mamoa. Depois de ter sido pilhada no início dos anos 50, a terra revolvida foi crivada donde se recolheu algum espólio, tal como fragmentos de um vaso e taça.