Glória

Área (km2) - 72,87
População (Censos 2011) - 532
Distância mais curta à sede do concelho (km) - 10km
Densidade populacional(hab/km2) - 7,30
Principais aglomerados populacionais -  Aldeia de Mourinhos, Aldeia de Cima, Aldeia da Fonte, Avenida, Boavista, Mariadona, Monte da Estrada e Igreja
Orago - Nossa Senhora da Glória

Contactos:
Aldeia de Cima, Glória, 7100-040 Estremoz
Tel: 268 324 338   Fax: 268 324 057
Email: junta.gloria@sapo.pt
Web: http://www.jfgloria.pt/

Composição dos órgãos autárquicos

Junta de Freguesia

  • Presidente: José António Fainha da Cruz (PS)
  • Secretário:  Luís Miguel Parreira Capitão (PS)
  • Tesoureiro:  Patrícia da Fé Gonçaves Toureiro (MiETZ)

 

Assembleia de Freguesia

  • Presidente: Lucília Maria Papança Carriço Festas (PS)
  • 1.º Secretário: Nuno Miguel Cardoso Pereira (PS)
  • 2.º Secretário: José Manuel Gonçalves Festas (PS)
  • Vogal: Óscar Leonel Soares da Fonseca (JPG)
  • Vogal: João Manuel Pardal Carneireiro (JPG)
  • Vogal: Rosinda Vitória Pereira Ferreira (MIETZ)
  • Vogal: Josquim José Parreira Ferreira (JPG)

 

 

Ordenação e Heráldica

Brasão: escudo de ouro, pelourinho de negro entre cruz de Ordem de Avis, à dextra e fonte heráldica de azul e prata, à sinistra. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com legenda a negro: "GLÓRIA - ESTREMOZ".

Bandeira: de azul, cordões e borlas de ouro e azul. Haste e lança de ouro.

brasões

Simbologia

O pelourinho: alude ao mais antigo e representativo monumento, hoje, em terras da freguesia: o pelourinho do Canal.

A fonte heráldica: representa a nascente da ribeira de Glória (Herdade do Monte Branco, à Mariadona).

A cruz da Ordem de Avis: recorda que as terras da freguesia estiveram, entre cerca de 1250 e 1821, sob jurisdição parcial daquela Ordem religiosa e militar.

 

Não se conhece a data de fundação desta freguesia. No entanto, na Visitação efetuada pelo Arcebispo de Évora em 1534, já é referida como paróquia do termo de Estremoz. A organização administrativa rural do termo de Estremoz é tardia, não havendo referência a nenhuma paróquia ou freguesia fora da vila em meados do século XIV. De qualquer forma, a ocupação do espaço poderá ser mais antiga, dada a existência de algumas linhas de água que, na Idade Média, poderiam ter um caudal mais abundante. Facto é que, em 1758, viviam aqui 354 pessoas e existiam 16 azenhas de moer trigo, todas elas na ribeira de Montalvo, afluente da Ribeira de Tera.

Mas desde 1936 que no seu território foi incorporado um outro, o Canal, que até meados do segundo quartel do século XIX tinha autonomia administrativa e judicial. A sua área é totalmente inserida na Serra d’Ossa, dando-lhe uma morfologia bastante característica.

O território do Canal, desde há muito ligado ao poder senhorial e, posteriormente, à Casa de Bragança, tem originado várias discussões entre diferentes investigadores, no que diz respeito às questões administrativas.

O que é um facto é este território, em meados do século XIII, entrar na posse de João Peres de Aboim (1213(?) – 1285), senhor de Portel e figura importante da corte de Afonso III, numa época em que a noção de Estado é ainda muito incipiente e a posse de territórios está dependente dos senhores da terra e não diretamente da Coroa Real. É assim que o Canal vai passando pelas mãos dos descendentes daquele nobre, nomeadamente o Condestável Nuno Álvares Pereira (1360-1431), perpetuando-o no tempo como um vestígio do poder senhorial, poder esse cada vez mais combatido pelo Rei. No Numeramento de 1527, a Villa do Canal surge referida em pé de igualdade com todos os outros concelhos régios, tendo o seu termo na altura 17 fogos.

Esta independência do território do Canal face aos termos limítrofes (Redondo, Évora Monte e Estremoz) só é beliscada em 1600, ano em que Filipe II de Portugal (r. 1598-1621) retira a Sancho de Noronha (1579-1641), conde de Odemira, alguns poderes judiciais que detinha sobre a jurisdição do Canal. Atitude esta que é claramente o início de uma forte centralização dos poderes na figura do Rei, notório advento do Absolutismo. De qualquer forma, este nobre mantém o poder de nomear diretamente o ouvidor, juiz, almoxarife, escrivão e porteiro dos direitos reais, além do alcaide da vara ou juiz desta jurisdição. Estes oficiais exerciam esses “(...) ofícios e jurisdição igualmente como na vila e termo de Estremoz(...)”.

O território, em meados do século XVIII, tinha vários privilégios dados pela Casa de Bragança (fundada em 1401) tais como a não obrigatoriedade de serviço militar ou qualquer outro serviço régio. Funcionava também como defesa real e coutada de caça.

Não era pois um concelho numa aceção tradicional, como o eram Estremoz, Évora Monte ou Redondo, pois os membros desse mesmo concelho não eram eleitos de entre os nobres, mas sim nomeados diretamente pelo senhor da terra. Mas a sua independência é inequívoca, pois possuía Pelourinho, Casas de Câmara, vereadores e juiz ordinário que eram autónomos dos concelhos limítrofes.

Nas Memórias Paroquiais de 1758 o pároco da freguesia de Nossa Senhora das Relíquias do Canal, Pedro José, informa que esta paga a reconhecença à matriz de Évora Monte, embora a freguesia e matriz da Senhora das Relíquias da Vila do Canal pertença diretamente ao Arcebispado de Évora. Em 1789, António Henriques da Silveira (1725-1811) refere-se ao Canal como tendo termo próprio.

Em 1834 é referido também como “termo da Vila do Canal” quando na reforma administrativa ocorrida nesse ano se delimita o termo de Evoramonte, equiparando o primeiro ao de Estremoz e do Redondo.

Em 1836 o Canal passa a ser uma freguesia do concelho de Estremoz e em 1936 o seu território é incorporado na freguesia de Nossa Senhora da Glória, como já foi referido anteriormente.

Igreja Nossa Senhora da Glória, Igreja Nossa Senhora das Relíquias, Fonte da Paderneira, Fonte do Cerejal, Antas na Serra de Ossa, Pelourinho no Canal.

Azenhas.

  • Polidesportivo com iluminação com valência de futebol de salão e basquete junto ao Monte da Estrada.
  • Parque Infantil na Aldeia da Fonte.
  • Lavadouro Comunitário na Aldeia da Fonte.
  • Forno Comunitário em Aldeia de Cima.
  • Espaço Fitness na Rua das Laranjeiras – Monte da Estrada

Nossa Senhora da Glória - 15 de agosto

  • Escola Básica de Glória e respetivo Jardim de Infância.
  • Associação de Caçadores de Glória.
  • Tolerantefuturo – Associação Glória Jovem