Pátio dos Solares

No terreiro do Baluarte de São José até ao terceiro quartel do século XVIII, não sabemos que estruturas aí terão existido.

Sabemos apenas que aí terá sido construída uma Fábrica de Loiça Fina, propriedade de Luís Freme da Roza, que laborou aproximadamente de 1774 a 1806.

Na segunda metade do século XIX, José Rodrigues Tocha (1817-1893), pai do Eng. José Rodrigues Tocha (1850-1923), aproveitando, possivelmente, parte do imóvel existente, aí ergueu a primeira Fábrica de moagem a vapor de todo o Alentejo, a qual abasteceu de pão e forragens secas a tropa aquartelada e de passagem pela região, por uma série de anos (1859-1874).

Nos finais do século XIX foi o edifício transformado para operar como uma fábrica de cortiça, a qual em data desconhecida ardeu e ficou em ruínas.

Nas últimas décadas do século XIX aí operou uma olaria, onde Caetano da Conceição (o Alfacinha), aprendeu a trabalhar.

E nas primeiras décadas do século XX ali funcionou uma oficina de cantaria. E na zona não construída eram realizadas as festas populares da cidade.

A situação de ruína do imóvel foi-se agravando, e manteve-se até há bem pouco tempo, quando se decidiu reabilitar e restaurar o monumento, transformando-o numa unidade hoteleira.

Quanto ao topónimo “Pátio dos Solares”, desconhecemos por completo a sua origem, pois neste espaço, pelo menos não há bibliografia ou fontes escritas que o revelem, nunca estiveram “Solares”, apenas fábricas!

Horário: Visita só do exterior