Museu Municipal de Estremoz

Prof. Joaquim Vermelho

O Museu Municipal de Estremoz Prof. Joaquim Vermelho está num edifício de planta oblonga com cobertura de duas águas e frontaria de seis sacadas, cuja construção datará do séc. XIII/XIV, sofrendo depois o imóvel vastas reformas nos séculos seguintes..

Neste imóvel já funcionou o Hospício de Caridade, a Escola Régia, a Escola Primária Masculina e algumas aulas da Escola Industrial e Comercial.

Em 1879 o Presidente Deville pediu em sessão camarária “auctorização para crear um pequeno museu annexo á bibliotheca, ao qual deseja dar uma feição por assim dizer, local; vindo a ser mais propriamente uma exposição permanente de varias industrias peculiares de Extremoz, e a par dos productos industriaes, como, por exemplo, dos nossos marmores, cortiça, ceramica, podiam estar representados productos agricolas”. A 2 de Maio de 1880 é oficialmente aberta a Biblioteca e o seu Museu anexo.

Em 1941 a CME adquire à Escola Industrial cerca de 70 bonecos, e em finais da década de 60, compra ao antiquário Chambel peças de arte sacra, mobiliário e faiança, valorizando desta forma o acervo inicial.

No ano de 1971 é comprada a coleção de barristica de Estremoz ao Eng. Júlio Maria dos Reis Pereira.

Necessitando de espaço foi o Museu ocupar um imóvel no Largo D. Dinis em 1972, local onde ainda hoje se localiza.

Em 1982 foi aberto ao público um espaço para exposições temporárias no Museu, e no ano seguinte foi inaugurada a Galeria de Desenho nos antigos Paços do Concelho.

Entre 1996-97 houve uma intervenção na exposição permanente, nas salas de arte popular alentejana.

A 8 de Março de 2003 o Museu passou a ser designado por “Museu Municipal Prof. Joaquim Vermelho”.

Em Fevereiro de 2004 foi eliminada a Sala de Arte Sacra, sendo colocadas nesse espaço as Reservas do Museu. Nesse mesmo ano foi ampliada a Sala de Exposições Temporárias.

No ano de 2006 foi fundador da Rede de Museus do Concelho de Estremoz.

Este Museu passa a integrar na Rede Portuguesa de Museus (RPM), a partir de 18 de Maio de 2010.

Já em 2011, após candidatura ao projeto de financiamento “Pro-Museus” da RPM, as Reservas do Museu Municipal são reformadas e adequadas ao armazenamento do vasto acervo da “Galeria de Desenho”.

A 26 de Junho de 2015 o Museu Municipal inaugurou uma nova exposição permanente.

 

Exposição permanente: A mostra divide-se pelos dois pisos do Museu, sendo que o piso cimeiro nas Sala 1 e 2 possui coleções de arte popular de artesãos como Mestre Rolo, José Vinagre, António Amaral e Joaquim Velhinho. Nas Salas 3, 4 e 5 apresenta-se uma reconstituição de Casa Alentejana de finais do séc. XIX, primeira metade do séc.XX. No r/c apresentam-se as coleções de figurado de Estremoz entre o séc.XVIII e a atualidade e uma coleção de olaria local das últimas duas décadas do séc.XIX e princípios do séc.XX.

 

Coleções: Arte Popular (chifre; cortiça; madeira); Bonecos de Estremoz; Olaria de Estremoz; Cerâmicas diversas; Casa Alentejana; Arqueologia; Arte Sacra; Arte Contemporânea (inclui coleção de Desenho dos anos 20 do séc.XX aos anos 10 séc.XXI); Pintura Antiga; Diversos

 

Horário: Terça-Feira a Domingo / 9h-12:30h e 14h-17:30h (última entrada às 12:15h e 17:15h); Encerra aos Feriados e Segunda-Feira.

Ingressos: Entrada livre à Terça-Feira e nas exposições temporárias / Consultar Preçário

 

 

Com o objetivo de divulgar o nosso património cultural, e de tornar o museu cada vez mais um recurso pedagógico e ao mesmo tempo um espaço lúdico, o Serviço Educativo do museu tem para oferecer para além de visitas guiadas adaptadas aos vários públicos, diversas atividades e jogos que exploram as suas exposições permanentes e temporárias podendo estes ter temáticas mais ligadas à etnografia local quando exploram o acervo do museu, ou às artes visuais quando o que se pretende trabalhar são as exposições de artistas plásticos que aqui expõem.

De destacar as atividades educativas que estão relacionadas com as tradições cerâmicas locais, nomeadamente a atividade em que os participantes conhecem não só a história dos Bonecos de barro de Estremoz, mas também têm a oportunidade de aprender e experimentar a sua técnica de modelação e pintura.

No que troca ao tema da olaria, oferecemos uma atividade em que, para além de explorar as características e história da olaria local, dá a possibilidade aos participantes de criarem uma peça na roda e decorá-la seguindo as técnicas decorativas de Estremoz.

Sempre que solicitado, apresenta disponibilidade para colaborar com escolas e jardins-de-infância no intuito de, em conjunto, possamos adaptar as nossas atividades ou criar novas, de modo a que estas se adequem aos programas escolares ou respondam a necessidades educativas especiais.

O museu preocupa-se em ter um papel ativo junto da comunidade, desenvolvendo atividades em parceria com instituições locais vocacionadas ou para o acompanhamento de grupos com necessidades educativas especiais, ou para a implementação de projetos de apoio e integração social.

Todas as atividades são gratuitas.

Visitas Guiadas ao Museu

Ao longo das visitas guiadas o público tem a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a história e cultura local, ao mesmo tempo que vai descobrir peças de artesanato ímpares.
Público-alvo: Público em geral

 

História, modelação e pintura de um Boneco de Estremoz

Através desta atividade os participantes conhecem não só a história dos Bonecos de barro de Estremoz, mas também têm a oportunidade de aprender e experimentar a sua técnica de modelação e pintura.
Público-alvo: Jardins-de-Infância e escolas do 1º, 2º e 3º ciclo

 

A Casinha Alentejana”

Conhecer antigos hábitos e modos de vida das pessoas do mundo rural alentejano através da exploração do interior e exterior de uma casa típica alentejana.

Terça a sexta
Local: Museu Municipal
Público-alvo: Jardins-de-infância e escolas do 1º ciclo

 

Púcaros e Pucarinhos” – História da olaria de Estremoz

Uma atividade que, para além de explorar as características e história da olaria local, dá a possibilidade aos participantes de criarem uma peça na roda e decorá-la seguindo as técnicas decorativas da olaria de Estremoz.
Público-alvo: Jardins-de-Infância e escolas do 1º ciclo

 

Visita /Jogo “Há descoberta do Museu”

Jogo de descoberta do museu através de pistas orientadoras.
Público-alvo: Escolas do 1º, 2º e 3º ciclos

 

Histórias de um largo”

Visita guiada que permite a descoberta dos vários monumentos que se localizam no Largo D. Dinis, e das histórias que estes têm para nos “contar”.
Público-alvo: Jardins-de-Infância e escolas do 1º ciclo 

Joaquim Vermelho nasce em Estremoz a 1 de Março de 1927.

Com 14 anos já escrevia crónicas literárias e poesia para o “Brados do Alentejo”.

Durante a década de 50 trabalha para diversos periódicos, entre os quais o “Jornal de Notícias”, o jornal “A Planície” e o “Jornal de Estremoz”.

Ainda nesta década toma por profissão a de Professor de Trabalhos Manuais do ensino básico.

No ano de 1968 é chamado pela autarquia para trabalhar na Biblioteca. Porém, pouco tempo esteve ao serviço da CME, pois em 1970 fica como Professor efetivo na Escola de Ponte de Sôr.

A partir dos anos 70, inicia uma atividade cultural intensa na Biblioteca e no Museu Municipal.

Com o Núcleo de Dinamização Cultural e a CME, trabalha com a Missão UNESCO e o seu conselheiro Dr. Per-Uno Ägren, de 1977 a 1980. Este encontro é da maior importância já que o conselheiro reconhece a qualidade de Joaquim Vermelho, ao propor o Museu de Estremoz como Museu piloto no seu projeto de revitalização/reorientação destas instituições em Portugal.

Em 1982 a CME atribui-lhe um Louvor.

No ano posterior é inaugurada a Galeria de Desenho. Joaquim Vermelho, Rogério Ribeiro, Armando Alves, José Aurélio, Barros de Carvalho e Pedro Borges, foram os seus principais impulsionadores.

Em 1986, com quase 60 anos, reforma-se do ensino.

No ano de 1990 publicam-lhe a obra “Os Barros de Estremoz”. Em 1991 é homenageado por um vasto conjunto de estremocenses.

No ano seguinte volta para o ensino, desta feita para dar aulas num curso de Museologia da EPRAL.

Em Agosto de 2002 demite-se do seu cargo de Diretor do Museu. Como reconhecimento pelo seu trabalho, a autarquia atribui-lhe mais um Louvor a 21 de Agosto de 2002. Faleceu no dia 21 do mês seguinte.

A 1 de Março de 2003 a Câmara de Estremoz realiza-lhe uma homenagem póstuma. Nesse dia o seu nome é atribuído oficialmente ao Museu Municipal.

Assinalando os 10 anos do seu falecimento, o Museu Municipal descerra placa de homenagem na sua Receção e realiza um programa onde participam os artesãos e artistas plásticos locais.