Anta 3 das Casas do Canal

Do grego Mega (Grande) e Lithos (Pedra), o Megalitismo é a primeira grande manifestação de um espaço funerário demarcado. Um fenómeno que abrange várias tipologias (antas, cistas, tholoi de alvenaria, aproveitamento de grutas naturais), surge no contexto da transição do Neolítico Antigo para o Neolítico Médio (meados do 5º milénio a. C.) na Europa.

Só inserido no denominado processo de Neolitização é que o Megalitismo ganha sentido, na passagem das sociedades de economia recolectora e nómada para uma economia produtora e sedentária.

Na Península Ibérica, a cultura megalítica afirmou-se de forma clara e efectiva, a julgar pela quantidade e qualidade de monumentos, sendo o Norte e o Centro Alentejano a zona de maior concentração.

Em Estremoz as antas mais antigas pertencem ao período do Neolítico Médio/Final, com sepulcros já com corredor e de monumentalidade acentuada. Os maiores núcleos são a zona norte da Serra d'Ossa e a freguesia de São Bento do Cortiço.

Implantada na margem Sul da Ribeira do Canal, a Sudoeste do Foro do Cuco e junto de uma fonte, a anta 3 das Casas do Canal apresenta ainda 7 esteios visíveis e uma particularidade no esteio de cabeceira pois apresenta uma perfuração circular.

Não foi intervencionada nem identificado qualquer material.