Rotas e percursos

Visita Genérica à Cidade de Estremoz

A visita genérica ao património histórico percorre os principais monumentos e locais da cidade como por exemplo as pedreiras de extração de mármore.

Tem a duração aproximada de 2h30.

 

Visita Guiada aos Museus e Galerias

Estremoz, para além das muralhas, da torre de menagem e maravilhosas igrejas e conventos, tem também um conjunto de espaços onde pode contactar com o rico património da cidade, como o Museu Municipal Professor Joaquim Vermelho, a Galeria de Desenho D. Dinis e o Museu Rural. Estes são alguns dos espaços que fazem parte da Rede de Museus do Concelho de Estremoz.

 

Visita Guiada às várias Adegas do Concelho

Quem vem a Estremoz pode realizar uma visita guiada a uma adega.

Nesta atividade irão conhecer um pouco mais sobre o Vinho e todo o seu processo de fabrico terão também a oportunidade de experimentar os passos básicos de uma prova de vinho e apreciar melhor todo o prazer que se retira da degustação.

 

Percurso 1: “Estremoz à volta do Rossio”

Tomando como ponto de partida o Convento dos Congregados de S. Filipe de Nery, onde hoje funciona a Câmara Municipal, poderá visitar a entrada e as escadarias contendo azulejos do séc. XVIII com cenas de caça e guerra. Ao lado poderá apreciar uma magnífica obra de arte, visitando o Museu de Arte Sacra.

 

Do seu lado oriental, encontrará a Ermida do Santo Cristo e o Convento de S. João da Penitência ou das Maltesas. Único convento feminino da Ordem de Malta, fundado no séc. XVI, mais tarde Hospital da Misericórdia e hoje em dia alberga o Pólo da Universidade de Évora e o Centro de Ciência Viva.

 

A norte do Rossio, encontra a Igreja e Convento de S. Francisco, fundado em Portugal no séc. XIII, conservando a sua estrutura interior gótica. Nela se destacam três grandes obras: A Capela de D. Fradique de Portugal; o Túmulo de Vasco Esteves de Gata e a Árvore de Jessé do séc. XVII. Ao lado poderá visitar a antiga zona do convento, hoje Quartel Militar dos Dragões de Olivença.

 

Em frente, encontrará um lago quadrangular que ao centro possui uma Estátua de Saturno, conhecido como Gadanha.

 

Continuando à volta do Rossio, podemos observar o Café Restaurante Águias D’ Ouro, exemplo de Arte Nova com a sua magnífica fachada de diferentes janelas.

 

Percurso 2: “Burgo Medieval”

Saindo do Rossio, comece o percurso em direcção ao Pelourinho quinhentista, considerado Monumento Nacional. Subindo as escadarias deparamos com um arco – Porta da Frandina. Continuando, podemos observar os portais antigos de mármore nas casas. Do lado esquerdo, a antiga cadeia manuelina, que deu origem a um restaurante muito aprazível. Chegamos ao Centro Histórico Medieval.

 

À nossa direita, a antiga Armaria Real de D. João V, transformada em Pousada, convida ao repouso. Junto a ela, ergue-se a Torre de Menagem.

À esquerda, a Igreja de Santa Maria, uma das obras religiosas mais importantes do fim da Renascença no Alentejo, de arquitectura quinhentista. Ao lado, o Paço de Audiências de D. Dinis de fachada gótica, apresenta o brasão de armas de Estremoz, do reinado de D. Afonso IV, em cima da entrada (actual Galeria de Desenho). Mais à frente, o Museu Municipal Prof. Joaquim Vermelho, possuidor de notável colecção barrística, espólio arqueológico e etnográfico. À direita a Capela da Rainha Santa Isabel, forrada a mármore e azulejos representando cenas da vida da “Santa Milagrosa”.

 

Descendo o Arco de Santarém, a meio da Rua Direita, encontramos os Quartéis, mandados construir por D. João IV. Ao fundo a Igreja de Santiago, da sua traça ducentista nada conservou. Abre em ocasiões religiosas e para culto. Continuando a descer chega à Torre das Couraças, obra medieval que protegia o principal poço abastecedor do Castelo. À sua esquerda a Fonte do Espírito Santo.

O visitante poderá depois escolher uma das três ruas para regressar ao centro da cidade.

 

Percurso 3: “Rota dos Azulejos”

A riqueza de Estremoz não se encontra só em Museus, Monumentos, artesanato, Mármores, Cerâmicas…ela está também presente nos azulejos que se encontram espalhados pela cidade.

Tendo sido introduzido em Portugal sob influência da Arte moura, o azulejo foi-se desenvolvendo através dos séculos, representando ainda hoje um elemento característico da decoração arquitectónica.

Os Azulejos antigos, continuam a decorar os interiores e as fachadas de prédios, bem como Monumentos Históricos. Venha encantar-se na nossa “Rota dos Azulejos”.

 

Começando a nossa rota pela parte histórica, poderá observar na Capela da rainha santa, azulejos interessantes que representam cenas da vida da rainha.

Descendo pelo arco da Frandina, em direcção ao Pelourinho e continuando até ao banco Santander Totta, do outro lado encontrará um edifício com azulejaria. Na Antiga Misericórdia mais painéis em azulejos podem se observados.

 

A Biblioteca Municipal encontra-se decorada com azulejos e no edifício da Câmara Municipal poderá observar as escadarias e ricas em azulejos do séc. XVIII, representando cenas de guerra e de caça. Junto ao banco Espírito santo, outro Edifício decorado com azulejos poderá ser apreciado.

 

Subindo a Avenida Condessa de Cuba, visite os Azulejos da Estação da CP.

Descendo a Avenida 25 de Abril, do seu lado direito, a meio da Avenida, encontrará outro magnífico Edifício decorado com Azulejos. À direita, na igreja de São Francisco mais painéis para visitar.

 

Junto ao Jardim Municipal, o Palácio Tocha é outro dos Vários Edifícios rico em azulejos. Visite as suas escadarias. Finalmente no rossio Marquês de Pombal, delicie-se com a fachada magnífica do Café Águias D’ Ouro.

 

 

Percurso 4: “Rota da Água”

A água constitui um bem essencial à vida. Esta foi desde sempre o principal determinativo dos povos para se estabelecerem em qualquer sitio, de modo a constituírem as suas povoações.

No passado, o Homem não sabia controlar os recursos hidráulicos, dependia da natureza. Quando este recurso tão precioso escasseava, via-se obrigado a procurar outro local que estivesse munido deste líquido indispensável à sua sobrevivência, também utilizado como fonte de energia e de matéria prima.

 

Mas com o decorrer dos tempos, o Homem obteve conhecimentos técnicos que lhe permitiram o armazenamento e transporte da água para irrigação dos campos, ou para benefício do abastecimento público, através de técnicas que lhe possibilitam um melhor aproveitamento e gestão dos recursos hídricos. Este conhecimento contribuiu de forma significativa para o aumento do bem-estar das populações, condicionando a evolução das sociedades, a sua distribuição geográfica, e influenciando os ambientes naturais, culturais e paisagísticos predominantes.

 

A água anónima sabe todos os segredos. A mesma lembrança sai de todas as fontes. Quando morrem os seres humanos, os lagos continuam. Quando morrerem os lagos, os seres humanos desaparecerão para sempre.”

Gaston Bachelard, “A água e os sonhos”, 1942

 

Fontes, Chafarizes e Fontanários

As fontes, chafarizes e fontanários formam, muitas vezes, um dos principais motivos que levaram à fixação do Homem em determinados locais desde os tempos antigos. Assim, compreende-se a existência de inúmeras nascentes de água nas proximidades e no interior de localidades de maior ou menor dimensão, como é o caso da cidade de Estremoz. Devido à sua importância, procura-se proteger o património hidráulico atual, do qual fazem parte as fontes de água, mesmo que no presente estas se encontrem desativadas, relativamente às funções para as quais foram utilizadas no passado.

 

Atualmente verifica-se, em especial nas freguesias rurais do concelho, que alguns habitantes continuam a preferir a água dessas fontes. Gente que ainda não dispensa o cântaro ou a cantarinha com a “melhor água do mundo”. Já na cidade, pelo contrário, fontes, chafarizes e fontanários são vistos e apreciados essencialmente pelo valor patrimonial, cultural e cénico que representam.

 

As fontes são, por isso, um elemento identitário da cidade e, ao mesmo tempo, uma componente diferenciadora do espaço urbano que ocupam.